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This Is Me in a Nuttshell

... que é como quem diz, esta aqui sou eu. Rodeada de livros, com música nos ouvidos, com cinema ou séries no ecrã da TV ou Youtube no computador. Não é difícil me fazer feliz. Bem vindos :)

This Is Me in a Nuttshell

31
Jan17

"Na vida é preciso sonhar, para não se morrer transido..."


"- Eis aqui tem o amigo… O raciocínio é um vício com o qual se chega a tudo - até a ministro… Teoria vai, teoria vem - palavras leva-as o vento… A verdade amarga e única é esta: é que na vida é preciso sonhar, para não se morrer transido, tantos são os pontapés que a gente leva na alma e noutra parte. Ou então tem a gente a necessidade de se endurecer e de pôr o coração como uma pedra."


 


Raul Brandão, A Morte do Palhaço e o Mistério da Árvore, Editorial Verbo


30
Jan17

Ala-Arriba!

Qo6oeUy.jpg

Realizador: Leitão de Barros

Ano: 1942

 

Para as gentes da Póvoa de Varzim, "Ala-Arriba" mais do que um incentivo de trabalho, é um lema de vida. É o não desanimar, é o fazer das fraquezas uma força, é o juntar a vontade de um ao esforço de todos.

Durante muitos anos, aquela comunidade de pescadores era dividida em duas castas, se é que assim lhe podemos chamar. De um lado os sardinheiros, pescadores de águas mais costeiras pelas pequenas dimensões dos seus barcos e que se ficavam pela faina de peixe mais miúdo. Do outro os lanchões, gente de águas mais distantes, donos das típicas lanchas poveiras com as suas velas em pendão e por isso com mais algumas posses.

Tomando como mote os amores entre a Júlia Bô, filha de lanchões, e o João Moço, filho de sardinheiros, o filme é um retrato fiel de uma comunidade forte mas fechada e segmentada, onde cada um se casava na classe. Uma comunidade vergada à desgraça trazida pelo mar, que vivia com o credo na boca de cada vez que saía um barco à faina. Um filme que, tendo sido rodado com habitantes locais, cristaliza no tempo as tradições poveiras, o seu inconfundível sotaque e as lides de quem sempre viveu do mar.

29
Jan17

O Fim do Dia

Daqui a pouco acaba o dia,

não fiz nada.

Também, que coisa é que faria?

Fosse o que fosse, estaria errada.

Daqui a pouco a noite vem,

coitada, chega em vão.

Sem ti, a noite não é ninguém,

e tudo o resto é solidão.

Começa a noite já a acabar,

retorna o dia,

e nada farei, exceto te amar.

Também, outra coisa não podia!

Mas passa, esvai-se num ocre lunar,

e a noite volta em demasia.

Cansado do dia, suspiro em sonhar,

também, que coisa mais é que eu faria?

 

Casimiro Teixeira in "Poemas Por Tudo e Por Nada"

Pág. 1/8

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