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This Is Me in a Nuttshell

... que é como quem diz, esta aqui sou eu. Rodeada de livros, com música nos ouvidos, com cinema ou séries no ecrã da TV ou Youtube no computador. Não é difícil me fazer feliz. Bem vindos :)

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I'm In Love With a Pop Star

Fevereiro 17, 2017

margarida rebelo pinto.jpg

Autora: Margarida Rebelo Pinto

Editora: Oficina do Livro

Ano: 2003

 

Aos 16 anos, Pam considerava-se uma menina muito atinada, muito senhora do seu nariz, pralá de organizada na sua teoria do quarto de hora. A mais recente relação da mãe, divorciada como parece vem a ser "moda" nos tempos que correm, trouxe por arrasto o seu melhor amigo, o Pedro, por quem tem um fraquinho. Conta também com a amizade da Joana, uma miúda limitada e com uma mentalidade um bocado masculina ("há pessoas que são para comer e outras para serem digeridas") mas que no fundo é boa pessoa e tem bom coração.

Nunca na vida a Pam achou que um simples DVD de um pop star, um "macaquito das calças largueironas", lhe iria fazer embarcar numa daquelas aventuras que ficam gravadas na memória por muitos anos. Estava a ser bafejada pela sorte, pensava ela. Que Deus ajudava quem se ajudava a si próprio, tinha ela a certeza.

"As nossas grandes vitórias só têm sabor se forem aquelas com que sonhámos. Se passarem ao lado do nosso sonho, não nos sabem sequer a vitórias, mas a outra coisa, um prémio de consolação que é dado aos que perdem nas provas mais importantes." (pág. 206)

Parece estranho e quase profético terminar um livro onde uma mãe acha normal que a filha vá sozinha para uma cidade desconhecida atrás de uma fantasia criada por um DVD praticamente no mesmo dia em que se revela que a juventude de hoje acha normal que se insultem pessoas gratuitamente nas redes sociais ou que se publiquem fotos intimas na Internet. Gosto da mensagem sub-entendida no enredo.

"Aprendi muito com esta viagem. Aprendi que os nossos sonhos se podem tornar realidade. Aprendi que nem tudo é como pensamos, porque pode ser ainda melhor. Aprendi a acreditar no que penso e sinto, mesmo que seja diferente daquilo que vejo." (pág. 201)

E gosto da escrita pateta, descomplexada e cheia de clichés da Margarida Rebelo Pinto. Gosto de me irritar com aquela mania de colocarem os filhos a tratar os pais por você. Gosto de me irritar com o facto de ver sempre escrito "Kave Magra" quando sei que a técnica de combate se chama "Krav Maga". Pode não ser a escrita mais eloquente do mundo, capaz de ombrear com os grandes clássicos. Mas se for capaz de nos entreter, capaz de nos fazer rir com algumas tiradas mais patéticas das personagens, o livro já fez o seu papel.

(E com isto fiquei com vontade de rever o "Notting Hill" pela milésima vez...)

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