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This Is Me in a Nuttshell

... que é como quem diz, esta aqui sou eu. Rodeada de livros, com música nos ouvidos, com cinema ou séries no ecrã da TV ou Youtube no computador. Não é difícil me fazer feliz. Bem vindos :)

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Crumble de Maçã e Framboesa

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Um dia destes tive um almoço de família e precisava de uma sobremesa. As maçãs estavam ali a sorrir para mim na dispensa da fruta, fez-se logo luz. “Vou ali buscar a massa folhada sem glúten à arca e faço uma tarte!”. Pena que problemas técnicos obrigaram a recorrer a um Plano B.

Agarrei na minha ainda pequena biblioteca técnica sem glúten (a última aquisição foi As Delícias da Ella), abri o armário-dispensa e fui vendo o que podia sair dali. Um saltinho ao supermercado mais próximo para arranjar as framboesas e toca a pôr as mãos na massa!

 

Para o recheio

  • 4 maçãs (escolham maçãs macias e doces para que o processo de maceração com os açúcares seja fácil)
  • 125 gr. de framboesas
  • 2 colheres de chá de canela
  • 45 ml de sumo de limão
  • 40 gr. de açúcar branco
  • 25 gr. de açúcar mascavado
  • 15 gr. de farinha sem glúten (nesta receita usei farinha de soja da Bauck Hof, mas podem usar uma outra que gostem (a Ella na receita de crumble do livro usa farinha de amêndoa))

Para o crumble

  • 85 gr. de manteiga sem lactose e sem sal amolecida
  • 50 gr. de flocos de aveia sem glúten (depende do gosto, a aveia dá um extra crunch à sobremesa)
  • 80 a 100 gr. de farinha sem glúten (usei a mesma do recheio)
  • 15 gr. de açúcar branco
  • 15 gr. de açúcar mascavado

 

Começa-se por pré-aquecer o forno a 190 graus. Descasca-se as maçãs, fatia-se para dentro de uma taça e rega-se com o sumo de limão para não oxidarem. Junta-se o açúcar branco e mascavado, a farinha, a canela e as framboesas cortadas em 4 pedaços e mistura-se bem. Coloca-se num pirex ou num prato que possa ir ao forno e reserva-se.

Noutra tigela, junta-se a manteiga amolecida, os flocos de aveia e o açúcar branco e mascavado. Aperta-se bem entre os dedos até obter uma massa com a textura de areia grossa. Para isso, junta-se inicialmente os 80 gr. de farinha e vai-se juntando os restantes 20 gr. aos poucos até chegar ao ponto desejado.

Por fim, espalha-se esta mistura areada por cima do recheio, de maneira a que não se veja a fruta (para cobrir o meu pirex, tive que fazer duas receitas de crumble.). Leva-se ao forno ainda a 190 graus durante 25 a 30 minutos, até o crumble ter uma cor dourada e os sumos das frutas começarem a borbulhar.

Serve-se ainda morninho.

Pudim de Leite de Côco

Sempre que há uma celebração qualquer na família, seja um aniversário, um lanche, um almoço, há uma sobremesa que não pode faltar na mesa: o Pudim de Ovos da Mãe Maia. É uma daquelas receitas antigas, do tempo da minha avó ou quem sabe até mesmo da bisavó. Por isso, já é mais do que conhecida e provada no seio familiar. Ora, como um dos principais ingredientes do pudim é o leite, foi preciso arranjar uma alternativa para que eu pudesse comer também.

Esta receita foi a primeira sobremesa que eu experimentei fazer quando entrei na era “Allergy-free”.

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As quantidades apresentadas fazem um pudim de bom tamanho usando uma forma de pudim canelada de 18 cm.

Para o caramelo

  • 1 chávena de açúcar branco
  • 1/4 de chávena de água quente

Para a massa

  • 12 ovos
  • 1 lata de 400 ml de leite de côco
  • 1 chávena e meia de açúcar branco
  • 1 pitada de sal
  • 2 colheres de sopa de amido de milho
  • Bebida vegetal de côco
  • Vinho do Porto e canela a gosto

Coloca-se os ovos inteiros, o leite de côco, o açúcar e o sal numa tigela e bate-se bem. Depois dissolve-se o amido de milho na quantidade necessária de bebida vegetal de côco e mistura-se com os restantes ingredientes. Por fim, junta-se o Vinho do Porto e a canela até obter uma mistura harmoniosa de sabores e reserva-se.

Num tachinho, prepara-se o caramelo e cobre-se bem o interior da forma de pudim com ele ainda quente. Deita-se o preparado dentro da forma, coloca-se a tampa e fecha-se bem com cordel de culinária.

Coloca-se a forma numa panela de pressão em banho-maria e leva-se a panela ao lume. Assim que a panela de pressão levantar fervura, deixa-se cozinhar entre 25 e 30 minutos. Ao fim desse tempo, retira-se a forma da panela e deixa-se arrefecer.

O pudim só se desenforma quando estiver frio para não haver o risco de se desfazer.

 

E bom apetite :)

Bolo de Cenoura com Especiarias

Cá em casa nunca é a mesma pessoa a fazer as compras de mercearias e afins. As compras mais gerais sou eu que as faço, as frutas e os vegetais por norma ficam a cargo do Pai Maia. Ora bem, de vez em quando dá-se aquele fenómeno que é "ninguém pergunta o que falta e todos trazem o mesmo". A última vez que aconteceu o fenómeno, as artistas principais foram as cenouras. De repente tinhamos quase 3kg de cenouras na despensa. Como andava toda a gente a pedir um bolinho para o lanche, toca de dar uso as ditas.

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 Ingredientes:

  • 1 chávena de farinha de arroz
  • 1 chávena de polvilho doce
  • 1 chávena de óleo de girassol
  • 1 chávena de açúcar (eu usei branco mas podem optar por outro tipo. não vai é ficar com esta corzinha linda a cenoura)
  • 2 cenouras
  • 1 colher e meia de fermento em pó sem glúten
  • 1 pitada de sal
  • 3 ovos inteiros
  • Canela, noz moscada e gengibre a gosto

Começa-se por pré-aquecer o forno a 180 graus.

Descasca-se as cenouras, rala-se e coloca-se num liquidificador. Junta-se o óleo e os ovos inteiros e tritura-se tudo até ficar com uma textura semelhante a um puré fino.

Num outro recipiente, misturam-se todos os ingredientes secos com excepção do fermento em pó (fermento e sal ao mesmo tempo corta o efeito, lembram-se?) e das especiarias. Depois junta-se a mistura de cenoura aos ingredientes secos e mexe-se bem. Provando sempre para obter uma harmonia nos sabores, vai-se juntando as especiarias à massa. Por fim e muito gentilmente, junta-se o fermento à massa.

Unta-se uma forma, polvilha-se com farinha e leva-se ao forno até o bolo passar no teste do palito (se sair seco, está pronto!).

Desenforma-se ainda quente e deixa-se arrefecer numa grade para bolos.

 

E já está! Bom Apetite :)

Tapioca Doce

Sendo naturalmente um ingrediente sem glúten, a tapioca é uma daquelas coisas bastante versáteis. No Natal, para uma festa de família ou mesmo só para a sobremesa do almoço de Domingo, a tapioca é uma bela alternativa àqueles dias em que não encontras massa de aletria em lado nenhum.

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Esta receita dá para mais ou menos 8 pessoas.

Ingredientes:

  • 250gr. de tapioca granulada
  • Água qb
  • Leite sem lactose qb
  • 200gr. de açúcar
  • 3 gemas de ovo
  • Casca de limão
  • Canela em pó qb
  • Sal qb
  • Vinho do Porto qb

Começa-se por colocar a tapioca num tacho e enche-se com água até cobrir completamente a tapioca. Nesta fase pode-se colocar um pouco de leite (½ chávena basta) mas fica ao critério de cada um. Junta-se casca de limão, canela em pó e uma pitada de sal. Deixa-se a demolhar durante a noite. No dia seguinte, a tapioca deve ter absorvido toda a água ou praticamente toda.

No dia seguinte, coloca-se o leite necessário para cobrir a tapioca no tacho e leva-se ao lume. A casca de limão fica no tacho. Quando o leite começar a levantar fervura, acrescenta-se o acúcar e retifica-se com mais alguma canela.

Numa tigela à parte, batem-se as 3 gemas com um pouco do leite da tapioca. Junta-se essa mistura ao restante preparado tendo o cuidado de mexer sempre para näo deixar cozer as gemas.

Quando já estiver cozido retira-se do lume, retira-se a casca de limão, junta-se o Vinho do Porto a gosto e depois de mexer bem, coloca-se numa taça de servir ou num pirex e polvilha-se com canela.

Rabanadas

Outra daquelas receitas festivas que tem sido constantemente "tiro no porta-aviões" é a das rabanadas. Ou não absorvia por inteiro o leite e o ovo e ficava o meio da fatia seca ou absorvia demais e as fatias desfaziam-se todas...

Este ano deu-se o milagre e acertei com a receita!

 

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 Ingredientes:

  • 6 fatias de pão de milho sem glúten para sanduíche Área Viva (à venda no Continente)
  • 2 ovos
  • 200ml de leite sem lactose
  • casca de limão
  • 1 colher de chá de açúcar
  • óleo para fritar
  • açúcar e canela para polvilhar

 

Começa-se por levar ao lume até ferver o leite, o limão e o açúcar. Deixa-se arrefecer enquanto se batem os ovos.

Depois pega-se em cada fatia de pão e embebe-se no leite dos dois lados. De seguida embebe-se em ovo dos dois lados e leva-se a fritar em óleo bem quente.

Quando estiverem douradinhas dos dois lados, deixam-se as rabanadas a escorrer para perderem o excesso de gordura. Depois de sequinhas, passa-se para um prato de servir e polvilha-se com açúcar e canela.

Pão de Canela

Terminada a época festiva, propícia a excessos, lembrei-me de mostrar as coisinhas boas que estiveram na minha mesa das festas, tanto no Natal como no Ano Novo. Não vai ser o sacaninha do sistema imunitário que me vai tirar os doces mais tradicionais!

Lá em casa temos a tradição de acompanhar as refeições de Natal e Ano Novo com Pão de Canela. É uma espécie de pão rústico mas com um sabor mais pronunciado de canela e é uma delícia. Quem prova, não quer outra! Desde que comecei esta alimentação allergy-free, foram já algumas receitas que tentei e foram sempre "tiros no porta-aviões", que é como quem diz falhanços totais. A deste ano correu muito bem! Pena que ao fim de 4 dias já estava muito seco...

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 Ingredientes:

  • 1 embalagem de preparado para pão branco sem glúten Belbake (à venda no Lidl)
  • 450ml de água com gás natural
  • 50ml de óleo alimentar
  • 1 pitada de sal
  • 2 colheres de sopa de açúcar
  • Canela q.b.

A embalagem da mistura de pão tem indicações de como fazer o pão, ou seja, primeiro batendo na batedeira e depois deixando levedar. Eu usei a panificadora e coloquei pela seguinte ordem: farinha, sal, água com gás (um truque que aprendi nos workshops de cozinha sem glúten e que deixa a massa de pão mais fofinha), óleo, açúcar, canela e por fim o fermento seco (nunca colocar o sal e o fermento ao mesmo tempo senão anula o efeito). Depois liguei no programa de Massa que demora 1h30 e amassa e leveda.

Logo que terminou o ciclo, passei a massa para um tabuleiro de forno previamente forrado com papel vegetal e polvilhado com farinha sem glúten.

No pacote há indicações de tempos e temperaturas para cozer em forno convencional. Eu cozi o meu pão em forno de lenha numa temperatura moderada e demorou mais ou menos 35min. a ficar pronto. O segredo para saber se o pão está cozido é ele soar a oco se batermos com os nós dos dedos no fundo.

Depois deixa-se arrefecer numa grade para bolos/pão e guarda-se apenas quando estiver mais frio. Mas verdade seja dita, este pão quer-se morninho para realçar o sabor a canela.

Alfacinha (Braga)

A "day trip" a Braga foi o baptismo no que toca a safar-me para me alimentar fora de casa quando o sistema imunitário abriu guerra contra ti próprio. De amigo Google em punho, toca de procurar um sítio na cidade que servisse as novas exigências. E eis que o sr. Google me mostra o Alfacinha.

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Alfacinha é um espaço multi-facetado que fica a alguns minutos da Sé de Braga. Funciona maioritariamente como salão de chá e tem um espaço de bazar com produtos biológicos, naturais, sem glúten e sem lactose. Ao almoço servem refeições com comida na base do vegetariano, vegan e macrobiótico. Para quem estiver de más relações com o glúten, o Alfacinha tem todos os dias pelo menos 1 prato adaptado a essa condição mas convém ligar antecipadamente para lá a marcar o dia que querem almoçar só para garantir. 

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 Eu como sou bem mandada fiz isso. O espaço tem bom ambiente e um astral muito positivo mas é pequeno e por isso não tem muitas mesas para sentar. Isso quer dizer que se forem para almoçar não venham com as pressas todas pois podem não ter mesa logo mal cheguem. Quando apresentei a minha reserva, as donas da loja apressaram-se a garantir-me que não houve qualquer tipo de contaminação cruzada já que o equipamento de cozinha usado nas refeições sem glúten é exclusivo desse propósito. Eu não sou celíaca nem coisa que o valha mas fiquei satisfeita em saber que existe essa preocupação com o bem-estar dos clientes.

À minha espera estava uma massa de farinha de milho com vegetais salteados que estava uma delícia. A acompanhar, as simpáticas meninas da loja iam distribuindo a quem queria doses de chá de gengibre que, verdade seja dita, sabe melhor quente que frio. Para sobremesa, tive que me ficar pelo puré de fruta porque o gelado levava leite e o bolo era de noz. Outro detalhe interessante, o açúcar que servem com o café é mascavado.

A visita não ficou concluida sem aproveitar o espaço do bazar para levar pequenas coisas em falta na despensa allergy-free.

 

Alfacinha

Rua D. Gonçalo Pereira, 75 - Braga

253 261 021

Queques de Alfarroba

O meu sistema imunitário sempre foi um sacana no que toca a arranjar-me problemas e maleitas. Uma alergia aqui, uns sintomas esquisitos acolá, mas tudo muito controlável. A conversa mudou de figura quando o sacaninha resolveu começar a mexer com a minha boca, que é como quem diz, com as coisas que eu como. E uma das coisas que o sacaninha me roubou foi o chocolate.

Ora, quem não tem cão caça com gato e vai de procurar algo que o substitua. E encontrei. Bem conhecida para os lados do Alentejo e do Algarve, tem cor de chocolate, tem sabor de chocolate mas não é chocolate: é alfarroba. E posso-vos dizer que já enganei muito boa gente com receitas com alfarroba. A achar que era chocolatinho e toca de elogiar o pitéu e nem uma miligrama chocolatada a receita tinha!

Ora bem, esta receita de queques rende 12 unidades.

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Ingredientes.

  • 2 ovos
  • 125 gr. de açúcar
  • 80 gr. de farinha sem glúten (pode ser uma mistura já pronta tipo Schär Mix Dolce, Doves Farm, Nacional sem glúten, uma mistura preparada manualmente…)
  • 20 gr. de farinha de alfarroba
  • 125 ml. de creme vegetal para sobremesas (usei de soja, da Alpro)
  • Vinho do Porto a gosto
  • 1 colher de chá de fermento em pó sem glúten

Preparação:

  1. Pré-aquecer o forno a 200 graus.
  2. Bater muito bem os ovos com o açúcar
  3. Adicionar o creme vegetal e voltar a bater.
  4. Adicionar o Vinho do Porto e voltar a mexer bem.
  5. Adicionar as farinhas e o fermento em pó e bater a massa até obter uma mistura bem cremosa.
  6. Colocar formas de papel no tabuleiro para queques e distribuir a massa pelas formas.
  7. Levar ao forno a 180 graus durante 20 minutos. (não deixar exceder esse tempo ou os queques não ficam com uma consistência fofinha e húmida)
  8. Tirar as formas do tabuleiro e deixar arrefecer numa grade para bolos.

E bom apetite!