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This Is Me in a Nuttshell

... que é como quem diz, esta aqui sou eu. Rodeada de livros, com música nos ouvidos, com cinema ou séries no ecrã da TV ou Youtube no computador. Não é difícil me fazer feliz. Bem vindos :)

This Is Me in a Nuttshell

19
Jun17

Only a Man - Shout!

 "The world became a darkened place
A struggle without end
Although bitter times those were
The days that I began
To understand, I was only a man"

 

Quando a Mãe Natureza resolve mostrar o seu poder, a Humanidade começa a perceber o quão fraca é. Pedrogão Grande foi um desses exemplos. No espaço de segundos, dezenas de pessoas no desespero por segurança viram-se encurraladas, completamente submissas à força dos elementos, a ver a morte chegar a uma velocidade galopante.

Grande parte dos portugueses deitaram-se no sábado com o relato de uma tragédia sem igual e acordaram no domingo com uma tragédia bem pior. Todo um país, todo um continente recebeu o abalo dos números que iam aparecendo. Mais do que um murro no estômago, todo aquele cenário desolador de carros e floresta calcinados são uma marretada no estômago.

Com estes cenários de incêndios, percebemos que a Humanidade é também capaz do pior e do melhor. Somos capazes de atear os incêndios e ao mesmo tempo olhamos sempre por quem mais precisa. Apoiamos os nossos Bombeiros, damos de comer e o que vestir a quem ficou sem nada.

 

Fundados em 1995, os Shout! são uma banda portuguesa que começou por ser exclusivamente voltada para a música Gospel. É composta atualmente por 1 tenor (Ricardo Quintas), 2 barítonos (Ricardo Mimoso e Jorge Dias), 4 contraltos (Luciana de Jesus, Patrícia Silveira, Paula Pires e Tânia Tavares) e 4 sopranos (Patrícia Antunes, Cátia Ribeiro, Filipa Reis e Sofia Rodrigues). Com 4 álbuns gravado, entre eles um CD e DVD gravado no CCB, em Lisboa, os Shout! têm vindo a solidificar a sua presença no panorama da música portuguesa através de colaborações com diversos artistas de renome e da reinvenção das suas sonoridades, com misturas entre o gospel tradicional, as novas tendências do gospel e a música pop.

13
Jun17

Um Crime à Minha Porta - Ornatos Violeta

"Qual dor
Eu só faço o que eu quero
Eu não penso em ninguém
Por pensar
Meu nome é partir
E voltar"

 

Ornatos Violeta são, definitivamente, a banda que mais me viciou até hoje. Das letras completamente politicamente incorrectas do "Cão!", o 1º álbum, às letras mais poéticas e sonoridades mais melodiosas d' "O Monstro Precisa de Amigos", a banda consegue agarrar-me de uma maneira inexplicável. "Rádio-com-um-volume-alto" tipo de inexplicável. "Cantar-com-a-música-bem-alto" tipo de inexplicável.

Ornatos foram uma banda que fizeram música pelo simples prazer de fazer música. Quando a fama começou a bater à porta, desfizeram a banda. Mas a pouca música que deixaram gravada anda sempre atrás de mim.

 

 

 

Os Ornatos Violeta surgiram em 1991 no Porto. Nos primeiros 6 anos de existência da banda, as suas músicas com influências de Rock Alternativo, Ska e mais tarde Jazz foram apenas incluidas em colectâneas musicais. A banda só gravou "Cão!" em 1997, um álbum muito aclamado pela crítica pelas sonoridade irreverentes e estilo de escrita das letras. O álbum seguinte, "O Monstro Precisa de Amigos", é lançado em 1999 e mostra já um cuidado diferente nos arranjos e nas letras, contando com as participações do fadista Vitor Espadinha e do vocalista dos Violent Femmes, Gordon Gano. Nesse mesmo ano, os Ornatos Violeta fazem uma cover de "Circo de Feras" para o álbum "XX Anos, XX Bandas" para comemoração dos 20 anos de carreira dos Xutos e Pontapés. Os Ornatos separaram-se em 2002, só se voltando a reunir para 3 concertos, Paredes de Coura e Coliseus de Porto e Lisboa.

26
Mai17

You'll Never Walk Alone - Celtic Woman


" When you walk through a storm


Hold your head up high


And don't be afraid of the dark"


 


O Mundo está cada vez mais negro. O Mundo parece ter-se dividido em quem não quer ter medo e quem quer provocar medo.


Em Manchester começou-se a ouvir espontaneamente "Don't Look Back in Anger" dos Oasis. Numa forma de toda a gente se unir para avançar e não fica a culpar eternamente quem é fanático.


Mas para mim, "You'll Never Walk Alone" tem uma mensagem muito mais forte. É a mensagem verdadeira da união. Isto vai passar, nós estamos todos juntos e vamos ultrapassar isto. Um dia a tempestade passa e o sol vai brilhar de novo.


 


As Celtic Woman são um grupo musical irlandês actualmente composto por três cantoras (Máiréad Carlin, Susan McFadden e Éabha McMahon) e uma violinista (Máiréad Nesbitt). Criado em 2004, este projecto musical junta no seu reportório temas da música tradicional irlandesa e de música mais contemporânea.

01
Mai17

Not There Yet - Luísa Sobral


  And you're not there yet
But someday you'll be
And you're not there yet
But we'll see


 


Parece que ontem foi o Dia Internacional do Jazz. Um dia, também ele criado pela UNESCO, que tem como objectivo lembrar a importância deste género musical no mundo e que está intimamente ligado à luta pela liberdade dos escravos e consequente abolição da escravatura.


De há uns anos para cá que o meu espectro musical tem virado para o Jazz. Gosto de um bom Rock, há músicas Pop muito interessantes mas isto de se estar mais velho puxa para algo mais calmo. O Jazz dá-me isso. Uma sonoridade complexa mas calma. Perfeito para abrandar o ritmo, encaixa como uma luva quando se acompanha uma leitura de poesia. Isso e Bossa Nova...


 


 


Luísa Sobral saltou para o estrelato depois de ficar em 3º lugar na 1ª edição portuguesa do programa "Ídolos". Após alguns anos a estudar música nos Estados Unidos, a cantora de influências Jazz regressa a Portugal para lançar em 2011 o seu 1º álbum, "Cherry On My Cake". Em 2012, Luisa Sobral trabalhou por diversas vezes com a cantora Jazz Medoly Gardot, tendo mesmo feito várias primeiras partes para os concertos da americana.  Luísa Sobral conta com mais 3 álbuns, o último deles lançado em 2016, sendo que "Lu-pu-i-pi-sa-pa" é um álbum maioritariamente infantil, de onde se destacam as canções "Língua dos Pês" ou "João".

31
Mar17

Uma Noite Para Comemorar - Mafalda Veiga


"esta é uma noite para me vingar
do que a vida foi fazendo sem nos avisar
foi-se acumulando em fotografias
em distâncias e saudade
numa dor que nunca acabe
e faz transbordar os dias"


 


Mafalda Veiga tem o poder de me acalmar com as letras das suas canções.


Esta em particular tem um significado bem especial no dia de hoje.


Não interessa que seja uma noite, pode ser até um dia. O momento de comemorar hoje é meu.


Comemorar os anos de vida cumpridos até agora.


Comemorar os momentos que fizeram de mim o que sou.


Comemorar as agruras que me moldaram a personalidade.


Comemorar os amores que vivi até hoje e que deixaram marcas.


Comemorar os lugares por onde passei e que deixaram memórias.


Principalmente, comemorar as derrotas e as vitórias que fazem parte do meu Eu.


 


Mafalda Veiga é uma cantora portuguesa que iniciou a sua carreira em 1987 com o álbum "Pássaros do Sul". Apesar das várias pausas que fez na parte discográfica para se dedicar aos palcos e à família, Mafalda Veiga conta com dez álbum lançados, sendo que sete são de estúdios e os restantes são ao vivo. Em 2005, a cantora aventura-se no mundo da Literatura Infantil e lança sob a cancela da Quasi Edições o livro "O Carocho Pirilampo que Tinha Medo de Voar" em 2005. O mais recente álbum, lançado em 2016, chama-se "Praia".

20
Mar17

Fado Português - Amália Hoje

 "Vê se vês terras de espanha,
Areias de portugal,
Olhar ceguinho de choro."

 

 Se há género musical que faz de grande veículo da poesia, esse género é o fado. Grandes fados e, consequentemente, grandes fadistas dão voz aos mais conhecidos poetas do nosso país. Um dos exemplos maiores foi Amália Rodrigues, nesta versão aqui homenageada pelos Amália Hoje. Uma roupagem mais moderna às palavras de José Régio, o "meu" poeta.

 

O projecto "Amália Hoje" surge em 2009 para comemorar o 10º aniversário da morte de Amália Rodrigues. A banda mistura sonoridades de fado com pop e é composta por quatro elementos: Sónia Tavares e Nuno Gonçalves dos "The Gift", Fernando Ribeiro dos "Moonspell" e Paulo Praça, músico que mais tarde veio a integrar os "The Gift". A banda conta apenas com 2 álbuns lançados, "Amália Hoje" e o DVD gravado ao vivo no CCB.

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