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This Is Me in a Nuttshell

... que é como quem diz, esta aqui sou eu. Rodeada de livros, com música nos ouvidos, com cinema ou séries no ecrã da TV ou Youtube no computador. Não é difícil me fazer feliz. Bem vindos :)

This Is Me in a Nuttshell

03
Abr17

Crumble de Maçã e Framboesa

fotografia01311.jpg

 

Um dia destes tive um almoço de família e precisava de uma sobremesa. As maçãs estavam ali a sorrir para mim na dispensa da fruta, fez-se logo luz. “Vou ali buscar a massa folhada sem glúten à arca e faço uma tarte!”. Pena que problemas técnicos obrigaram a recorrer a um Plano B.

Agarrei na minha ainda pequena biblioteca técnica sem glúten (a última aquisição foi As Delícias da Ella), abri o armário-dispensa e fui vendo o que podia sair dali. Um saltinho ao supermercado mais próximo para arranjar as framboesas e toca a pôr as mãos na massa!

 

Para o recheio

  • 4 maçãs (escolham maçãs macias e doces para que o processo de maceração com os açúcares seja fácil)
  • 125 gr. de framboesas
  • 2 colheres de chá de canela
  • 45 ml de sumo de limão
  • 40 gr. de açúcar branco
  • 25 gr. de açúcar mascavado
  • 15 gr. de farinha sem glúten (nesta receita usei farinha de soja da Bauck Hof, mas podem usar uma outra que gostem (a Ella na receita de crumble do livro usa farinha de amêndoa))

Para o crumble

  • 85 gr. de manteiga sem lactose e sem sal amolecida
  • 50 gr. de flocos de aveia sem glúten (depende do gosto, a aveia dá um extra crunch à sobremesa)
  • 80 a 100 gr. de farinha sem glúten (usei a mesma do recheio)
  • 15 gr. de açúcar branco
  • 15 gr. de açúcar mascavado

 

Começa-se por pré-aquecer o forno a 190 graus. Descasca-se as maçãs, fatia-se para dentro de uma taça e rega-se com o sumo de limão para não oxidarem. Junta-se o açúcar branco e mascavado, a farinha, a canela e as framboesas cortadas em 4 pedaços e mistura-se bem. Coloca-se num pirex ou num prato que possa ir ao forno e reserva-se.

Noutra tigela, junta-se a manteiga amolecida, os flocos de aveia e o açúcar branco e mascavado. Aperta-se bem entre os dedos até obter uma massa com a textura de areia grossa. Para isso, junta-se inicialmente os 80 gr. de farinha e vai-se juntando os restantes 20 gr. aos poucos até chegar ao ponto desejado.

Por fim, espalha-se esta mistura areada por cima do recheio, de maneira a que não se veja a fruta (para cobrir o meu pirex, tive que fazer duas receitas de crumble.). Leva-se ao forno ainda a 190 graus durante 25 a 30 minutos, até o crumble ter uma cor dourada e os sumos das frutas começarem a borbulhar.

Serve-se ainda morninho.

14
Mar17

Pudim de Leite de Côco

Sempre que há uma celebração qualquer na família, seja um aniversário, um lanche, um almoço, há uma sobremesa que não pode faltar na mesa: o Pudim de Ovos da Mãe Maia. É uma daquelas receitas antigas, do tempo da minha avó ou quem sabe até mesmo da bisavó. Por isso, já é mais do que conhecida e provada no seio familiar. Ora, como um dos principais ingredientes do pudim é o leite, foi preciso arranjar uma alternativa para que eu pudesse comer também.


Esta receita foi a primeira sobremesa que eu experimentei fazer quando entrei na era “Allergy-free”.


fotografia0067.jpg


 


As quantidades apresentadas fazem um pudim de bom tamanho usando uma forma de pudim canelada de 18 cm.


Para o caramelo



  • 1 chávena de açúcar branco

  • 1/4 de chávena de água quente


Para a massa



  • 12 ovos

  • 1 lata de 400 ml de leite de côco

  • 1 chávena e meia de açúcar branco

  • 1 pitada de sal

  • 2 colheres de sopa de amido de milho

  • Bebida vegetal de côco

  • Vinho do Porto e canela a gosto


Coloca-se os ovos inteiros, o leite de côco, o açúcar e o sal numa tigela e bate-se bem. Depois dissolve-se o amido de milho na quantidade necessária de bebida vegetal de côco e mistura-se com os restantes ingredientes. Por fim, junta-se o Vinho do Porto e a canela até obter uma mistura harmoniosa de sabores e reserva-se.


Num tachinho, prepara-se o caramelo e cobre-se bem o interior da forma de pudim com ele ainda quente. Deita-se o preparado dentro da forma, coloca-se a tampa e fecha-se bem com cordel de culinária.


Coloca-se a forma numa panela de pressão em banho-maria e leva-se a panela ao lume. Assim que a panela de pressão levantar fervura, deixa-se cozinhar entre 25 e 30 minutos. Ao fim desse tempo, retira-se a forma da panela e deixa-se arrefecer.


O pudim só se desenforma quando estiver frio para não haver o risco de se desfazer.


 


E bom apetite :)

07
Fev17

Bolo de Cenoura com Especiarias

Cá em casa nunca é a mesma pessoa a fazer as compras de mercearias e afins. As compras mais gerais sou eu que as faço, as frutas e os vegetais por norma ficam a cargo do Pai Maia. Ora bem, de vez em quando dá-se aquele fenómeno que é "ninguém pergunta o que falta e todos trazem o mesmo". A última vez que aconteceu o fenómeno, as artistas principais foram as cenouras. De repente tinhamos quase 3kg de cenouras na despensa. Como andava toda a gente a pedir um bolinho para o lanche, toca de dar uso as ditas.

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 Ingredientes:

  • 1 chávena de farinha de arroz
  • 1 chávena de polvilho doce
  • 1 chávena de óleo de girassol
  • 1 chávena de açúcar (eu usei branco mas podem optar por outro tipo. não vai é ficar com esta corzinha linda a cenoura)
  • 2 cenouras
  • 1 colher e meia de fermento em pó sem glúten
  • 1 pitada de sal
  • 3 ovos inteiros
  • Canela, noz moscada e gengibre a gosto

Começa-se por pré-aquecer o forno a 180 graus.

Descasca-se as cenouras, rala-se e coloca-se num liquidificador. Junta-se o óleo e os ovos inteiros e tritura-se tudo até ficar com uma textura semelhante a um puré fino.

Num outro recipiente, misturam-se todos os ingredientes secos com excepção do fermento em pó (fermento e sal ao mesmo tempo corta o efeito, lembram-se?) e das especiarias. Depois junta-se a mistura de cenoura aos ingredientes secos e mexe-se bem. Provando sempre para obter uma harmonia nos sabores, vai-se juntando as especiarias à massa. Por fim e muito gentilmente, junta-se o fermento à massa.

Unta-se uma forma, polvilha-se com farinha e leva-se ao forno até o bolo passar no teste do palito (se sair seco, está pronto!).

Desenforma-se ainda quente e deixa-se arrefecer numa grade para bolos.

 

E já está! Bom Apetite :)

20
Jan17

Tapioca Doce

Sendo naturalmente um ingrediente sem glúten, a tapioca é uma daquelas coisas bastante versáteis. No Natal, para uma festa de família ou mesmo só para a sobremesa do almoço de Domingo, a tapioca é uma bela alternativa àqueles dias em que não encontras massa de aletria em lado nenhum.

Fotografia0293.jpg

Esta receita dá para mais ou menos 8 pessoas.

Ingredientes:

  • 250gr. de tapioca granulada
  • Água qb
  • Leite sem lactose qb
  • 200gr. de açúcar
  • 3 gemas de ovo
  • Casca de limão
  • Canela em pó qb
  • Sal qb
  • Vinho do Porto qb

Começa-se por colocar a tapioca num tacho e enche-se com água até cobrir completamente a tapioca. Nesta fase pode-se colocar um pouco de leite (½ chávena basta) mas fica ao critério de cada um. Junta-se casca de limão, canela em pó e uma pitada de sal. Deixa-se a demolhar durante a noite. No dia seguinte, a tapioca deve ter absorvido toda a água ou praticamente toda.

No dia seguinte, coloca-se o leite necessário para cobrir a tapioca no tacho e leva-se ao lume. A casca de limão fica no tacho. Quando o leite começar a levantar fervura, acrescenta-se o acúcar e retifica-se com mais alguma canela.

Numa tigela à parte, batem-se as 3 gemas com um pouco do leite da tapioca. Junta-se essa mistura ao restante preparado tendo o cuidado de mexer sempre para näo deixar cozer as gemas.

Quando já estiver cozido retira-se do lume, retira-se a casca de limão, junta-se o Vinho do Porto a gosto e depois de mexer bem, coloca-se numa taça de servir ou num pirex e polvilha-se com canela.

03
Jan17

Rabanadas

Outra daquelas receitas festivas que tem sido constantemente "tiro no porta-aviões" é a das rabanadas. Ou não absorvia por inteiro o leite e o ovo e ficava o meio da fatia seca ou absorvia demais e as fatias desfaziam-se todas...


Este ano deu-se o milagre e acertei com a receita!


 


Fotografia0294.jpg


 Ingredientes:



  • 6 fatias de pão de milho sem glúten para sanduíche Área Viva (à venda no Continente)

  • 2 ovos

  • 200ml de leite sem lactose

  • casca de limão

  • 1 colher de chá de açúcar

  • óleo para fritar

  • açúcar e canela para polvilhar


 


Começa-se por levar ao lume até ferver o leite, o limão e o açúcar. Deixa-se arrefecer enquanto se batem os ovos.


Depois pega-se em cada fatia de pão e embebe-se no leite dos dois lados. De seguida embebe-se em ovo dos dois lados e leva-se a fritar em óleo bem quente.


Quando estiverem douradinhas dos dois lados, deixam-se as rabanadas a escorrer para perderem o excesso de gordura. Depois de sequinhas, passa-se para um prato de servir e polvilha-se com açúcar e canela.

02
Jan17

Pão de Canela

Terminada a época festiva, propícia a excessos, lembrei-me de mostrar as coisinhas boas que estiveram na minha mesa das festas, tanto no Natal como no Ano Novo. Não vai ser o sacaninha do sistema imunitário que me vai tirar os doces mais tradicionais!


Lá em casa temos a tradição de acompanhar as refeições de Natal e Ano Novo com Pão de Canela. É uma espécie de pão rústico mas com um sabor mais pronunciado de canela e é uma delícia. Quem prova, não quer outra! Desde que comecei esta alimentação allergy-free, foram já algumas receitas que tentei e foram sempre "tiros no porta-aviões", que é como quem diz falhanços totais. A deste ano correu muito bem! Pena que ao fim de 4 dias já estava muito seco...


Fotografia0290.jpg


 Ingredientes:



  • 1 embalagem de preparado para pão branco sem glúten Belbake (à venda no Lidl)

  • 450ml de água com gás natural

  • 50ml de óleo alimentar

  • 1 pitada de sal

  • 2 colheres de sopa de açúcar

  • Canela q.b.


A embalagem da mistura de pão tem indicações de como fazer o pão, ou seja, primeiro batendo na batedeira e depois deixando levedar. Eu usei a panificadora e coloquei pela seguinte ordem: farinha, sal, água com gás (um truque que aprendi nos workshops de cozinha sem glúten e que deixa a massa de pão mais fofinha), óleo, açúcar, canela e por fim o fermento seco (nunca colocar o sal e o fermento ao mesmo tempo senão anula o efeito). Depois liguei no programa de Massa que demora 1h30 e amassa e leveda.


Logo que terminou o ciclo, passei a massa para um tabuleiro de forno previamente forrado com papel vegetal e polvilhado com farinha sem glúten.


No pacote há indicações de tempos e temperaturas para cozer em forno convencional. Eu cozi o meu pão em forno de lenha numa temperatura moderada e demorou mais ou menos 35min. a ficar pronto. O segredo para saber se o pão está cozido é ele soar a oco se batermos com os nós dos dedos no fundo.


Depois deixa-se arrefecer numa grade para bolos/pão e guarda-se apenas quando estiver mais frio. Mas verdade seja dita, este pão quer-se morninho para realçar o sabor a canela.

O que estou a ler?


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