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This Is Me in a Nuttshell

This Is Me in a Nuttshell

Minha Vida Não Faz Sentido (2017)

Meus amigos, em pouco tempo eu tornei-me uma "coruja maluca". Devem estar a pensar "Hein?! O que é que esta quer dizer com isso?" Para quem está fora do universo Youtube, as "corujas" são os seguidores do canal do Felipe Neto.

O Felipe Neto é um criador de conteúdo Youtube do Brasil completamente doido, irreverente (a prova disso é aquele cabelo que já vai em quase 5 cores diferentes no último ano), em alguns momentos corrosivo e com uma língua de trapo que mete dó. Acreditem, pior que velha da Ribeira do Porto!

Uma das rubricas que fez mais sucesso no canal foi a "Não Faz Sentido", logo nos primórdios. A rubrica virou livro e o livro virou peça de teatro.

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Olhando para trás, o Felipe procura perceber porque é que aquele personagem rezingão, que reclamava de tudo e aparecia em frente de uma câmara com um discurso raivoso fazia tanto sucesso. A resposta estava precisamente na raiva. O ser humano tem uma tendência inerente para se identificar com a raiva, com o ódio.

Ao percorrer o seu próprio percurso de vida, ele reflete também sobre algo que todos nós nos vamos identificar. A tendência também inerente do nosso cérebro ser o nosso pior inimigo. Essa função melga de ter um grilo falante na mente que diz "Esquece, isso vai dar asneira!", "Não vais conseguir", "Isso vai correr mal". O nosso cérebro tem sempre medo do desconhecido e por isso bloqueia as iniciativas para que sigamos os nossos sonhos. O conselho para enfrentar os medos e seguir os sonhos é simples e apenas um: dar uso ao belo do botão bem vermelhinho do "foda-se" (e desculpem lá o meu francês).

Mesmo com mais palavrões que os 3 filmes do Balas e Bolinhos juntos, vale a pena ver. É o género de peça que se encaixa na filosofia das sátiras clássicas do teatro, a rir é que se criticam os costumes. A rir é que as pessoas poem o dedo na ferida e abrem os olhos de outros para o sistema educativo que cria autómatos, para sociedades que vêm com preconceito quem está fora da norma (o texto sobre homofobia é brilhante), para a nova forma de relação em família.

 

Semana Santa na Andaluzia (Espanha)

Desde pequena que sempre tive as minhas pequenas tradições televisivas no que diz respeito à Semana Santa. Enquanto a minha avó paterna esteve entre nós, a nossa tradição era ver a Via Sacra transmitida de Roma na noite de Sexta Feira Santa. Após a partida dela, continuei durante alguns anos mas acabei por desistir. Não era a mesma coisa, faltava ali ela, com o seu missal ainda em Latim com muitas das orações.

Anos depois, num momento de zapping, descobri a minha nova tradição televisiva de Semana Santa: a da Andaluzia (Espanha).

 

Muitos acharão demasiado espampanante, demasiado "festa", demasiado pagão para ser religioso. Mas a forma dos andaluzes celebrarem a sua fé é mesmo assim.

Para quem não conhece as tradições, a Semana Santa da Andaluzia assenta maioritariamente em Irmandades e Confrarias. Cada uma delas tem as suas cores, dias certos para fazerem as suas procissões e quase todas colocam 2 andores a que chamam pazos ou tronos nas ruas. O Pazo de Misterio figura representações bíblicas ou imagens de Cristo nas várias fases da Via Sacra. Já nos Pazos de Palio vão sempre representadas imagens de Nossa Senhora, as Dolorosas tão características pelas 7 lágrimas de cristal na face e a expressão angustiada que mostram. A completar o cerimonial das procissões vão os nazarenos, homens e crianças com capas e chapéus pontiagudos coloridos, e as mantillas, senhoras de imagem austera e sóbria, vestidas de negro e que usam a tradicional mantilha andaluza.

No vídeo aparece uma das imagens mais reverenciadas de Sevilha: a Esperanza Macarena. Sai às ruas numa das datas mais importantes da Semana, a Madrugada de Quinta para Sexta Feira Santa, tal como outras grandes devoções por toda a província como são o Cristo de Mena em Málaga, o Abuelo de Huelva ou a Esperanza de Triana, também em Sevilha.

Infelizmente, a Madrugada deste ano foi manchada por agressões aos figurantes e a quem assistia às procissões em Sevilla, com a intenção de causar o pânico.

Um grupo de adolescentes reage a Linkin Park

 

Em momentos de muito stress, habitualmente só encontro uma forma de o "espantar": música barulhenta. Não raras vezes, ao sair de um turno complicado, do rádio do meu carro só saem malhas a puxar para o Rock. Os Nickelback e os Evanescence desta vida, a banda sonora do filme Daredevil, a fase inicial dos Ornatos Violeta, Breaking Benjamin se o caso for mesmo grave...

E claro, Linkin Park também vai para a lista. Os miúdos do vídeo cresceram com Linkin Park e eu também. Aliás, acho que qualquer adolescente, em algum momento da sua vida, sentiu que "Numb" encerrava em si toda a angústia de ser adolescente. A incompreensão, o querer ser único...

Sotaques

Em algumas ocasiões, já me deram a "achega" que de vez em quando eu perco o meu sotaque nortenho e começo a falar aquilo que o Môce dum Cabréste fala neste vídeo como "português standard". Faço o mea culpa, é verdade. Mas tem uma razão de ser, o meu tom de voz. Tenho um tom a puxar para o grave, o que não ajuda em contexto de conversa telefónica ou presencial. Se juntarmos a isso o meu sotaque do Norte, mais grave a minha voz parece. Por isso, e instintivamente, sempre que atendo um telefonema ou tenho um hóspede ao balcão, o meu tom de voz fica mais agudo e sem sotaque.

Mas se há coisa que eu adoro ouvir são sotaques. Ok, nem todos... Experimentem ter um Indiano a falar inglês convosco. Se cara-a-cara é mau, ao telefone Minha Nossa Senhora! Não se apanha uma para a amostra! Perde-se a conta à quantidade de vezes que se repete "I'm sorry. Can you repeat, please?". Japoneses a falar inglês também não são fáceis. Galeses também têm um sotaque muito cerrado... Mas esses são as excepções.

Gosto dos sotaques da Irlanda e da Escócia. Gosto de ouvir um brasileiro a falar. Derreto-me com um "Go'day mate" australiano. Sinto-me em casa a ouvir o sotaque de pescadores. Gosto de ouvir alentejanos e algarvios, beirões e minhotos, nortenhos e transmontanos, açorianos e madeirenses. Gosto do seu léxico muito próprio, daquelas expressões deliciosas que só existem num determinado lugar.

É uma riqueza muito nossa, um motivo de orgulho e que vale a pena preservar.

 

 

Sigo no Youtube... Maluco Beleza

Se há estilo televisivo que assenta como uma luva no estilo de apresentação do Rui Unas, esse registo é o talk show.

Este Maluco Beleza não funciona tanto ao estilo de talk show, tem antes um registo de podcast. Não há limites de tempo, não há guião para a conversa. O canal é dividido em dois segmentos, a conversa semanal e o liveshow.

Na conversa semanal, o canal lança durante 4 dias segmentos da entrevista com o convidado dessa semana não sem antes fazerem a "Promo a sério" em directo para o Youtube e Facebook com esse convidado. Para quem é patrono do canal, a conversa chega-lhes directamente sem cortes. Já o liveshow, tal como o nome indica, é feito em directo, tanto no Youtube como no Facebook.

As personalidades de o Rui Unas convida para o programa são dos mais variados quadrantes. Músicos, figuras da televisão, actores/actrizes, figuras da sociedade civil. Alguns são polémicos, outros são para rir à gargalhada, outros não têm ponta por onde se pegue.

De todos os convidados que estiveram no canal até hoje, achei muita graça ao liveshow do Dário Guerreiro e conversas semanais do Diogo Valsassina e do Rui Maria Pêgo. A conversa semanal do Nuno Eiró é muito interessante, sobretudo quando começa a falar sobre a sua "travessia do deserto" e sobre o Japão. Já o live show do Rui Sinel de Cordes foi daqueles que despertou amores e ódios, não fosse o Sinel de Cordes um tipo polémico por natureza.

 

 

 

Rir, porque não?

Dizem que hoje é o dia mais deprimente do ano. O frio instalou-se, os dias quentinhos estão longe de mostrar as suas graças, a maioria das pessoas que fez algum tipo de resolução de Ano Novo começa a perceber que está a falhar miseravelmente...

O vídeo que trago hoje fala do exacto oposto desta tendência depressiva. Fala sobre rir. E quem explana a importância de rir é o Carlos Moura, num evento organizado pela TEDx (gosto muito deste género de palestras). Ora, para quem não conhece, o Carlos Moura é um homem multifacetado. Radialista, director de conteúdos, produtor mas sobretudo comediante. Um dos meus comediantes preferidos, diga-se de passagem.

É um vídeo um pouco longo, é certo, mas traz uma mensagem muito importante. Nós somos mais que os problemas, somos mais que os jogos políticos, somos mais que todo este caos em que aparentamos viver. A vida deve ser levada com seriedade mas não deve ser levada demasiado a sério. A vida não tem que ser cinzenta, nós não temos que ser uns autómatos cinzentões.

Mas vejam, ele explica melhor...

 

Sigo no Youtube... Wolters World

Começa o ano e muitos de nós já estão a pensar em que dias vamos tirar as nossas férias e para onde vamos ir. O canal de que vos vou falar hoje entrou na minha rotina por causa da viagem à Alemanha.

"Hey there fellow travelers. Mark here with Wolters World and today...". Quando se ouve isto no início de um vídeo já sabemos que estamos no canal da família Wolters. São 4 elementos - o pai Mark, a mãe Jocelyn e os dois filhotes Caleb e Liam - e moram nos Estados Unidos.

O pai Mark já estudou e trabalhou em vários países (fez inclusivé o douturamento em Lisboa) e soma diversas experiências que partilha nos vídeos e no blog oficial. Diz-nos o que ver de mais importante numa cidade ou num país, o que mais vamos gostar ou não num país, em alguns vídeos ensina frase básicas em várias línguas, conselhos de segurança para evitar ser roubado, o que fazer em caso de se ser roubado, etc. Já a mãe Jocelyn tem vídeos mais praticos do estilo como fazer uma mala, conselhos de segurança para mulheres viajantes (e esse eu prestei muita atenção porque tenho feito as minhas viagens sozinha), calçado para levar numa viagem pela Europa, coisas a levar quando se viaja com crianças, etc.

 

Sigo no Youtube... Easy Languages

Desde os tempos de escola que as línguas estrangeiras foram o meu prato forte. Como toda a gente, comecei com o Inglês. Mais tarde o currículo escolar "atirou-me" para o Francês. Já acabada a formação universitária em Tradução, atirei-me para o Alemão e com a entrada no mercado de trabalho na área da Hotelaria, apostei no desenvolvimento do Castelhano (lido com muitos espanhóis e sou uma perfeccionista nas línguas). Ultimamente e por puro gozo, comecei a aprender Italiano mas de modo independente.

E neste processo de aprender uma língua, aquilo que chateia e faz desistir é o programa estanque e pré-fabricado dos manuais. Os diálogos são estáticos, não apresentam as nuances do discurso falado. É aí que entra o canal Easy Languages.

 

Há canais independentes para línguas europeias, africanas, asiáticas, latinas e um canal só para árabe. E basicamente os vídeos consistem em pequenas entrevistas na rua, ao estilo vox pop, com pessoas nativas da língua em causa que estão legendadas com as frases nessa língua e a sua tradução em inglês para que a pessoa associe o vocabulário mas também para que se perceba que cada cidade ou cada região têm um sotaque diferente (o alemão da Suíça soa de maneira diferente ao alemão da Alemanha, por exemplo).

Ficam 2 exemplos de vídeos do canal, um em alemão e outro em italiano: