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This Is Me in a Nuttshell

... que é como quem diz, esta aqui sou eu. Rodeada de livros, com música nos ouvidos, com cinema ou séries no ecrã da TV ou Youtube no computador. Não é difícil me fazer feliz. Bem vindos :)

This Is Me in a Nuttshell

... que é como quem diz, esta aqui sou eu. Rodeada de livros, com música nos ouvidos, com cinema ou séries no ecrã da TV ou Youtube no computador. Não é difícil me fazer feliz. Bem vindos :)

Alfacinha (Braga)

Dezembro 06, 2016

A "day trip" a Braga foi o baptismo no que toca a safar-me para me alimentar fora de casa quando o sistema imunitário abriu guerra contra ti próprio. De amigo Google em punho, toca de procurar um sítio na cidade que servisse as novas exigências. E eis que o sr. Google me mostra o Alfacinha.

alfacinha.jpg

Alfacinha é um espaço multi-facetado que fica a alguns minutos da Sé de Braga. Funciona maioritariamente como salão de chá e tem um espaço de bazar com produtos biológicos, naturais, sem glúten e sem lactose. Ao almoço servem refeições com comida na base do vegetariano, vegan e macrobiótico. Para quem estiver de más relações com o glúten, o Alfacinha tem todos os dias pelo menos 1 prato adaptado a essa condição mas convém ligar antecipadamente para lá a marcar o dia que querem almoçar só para garantir. 

bragacool_comer_alfacinha_07.jpg

 Eu como sou bem mandada fiz isso. O espaço tem bom ambiente e um astral muito positivo mas é pequeno e por isso não tem muitas mesas para sentar. Isso quer dizer que se forem para almoçar não venham com as pressas todas pois podem não ter mesa logo mal cheguem. Quando apresentei a minha reserva, as donas da loja apressaram-se a garantir-me que não houve qualquer tipo de contaminação cruzada já que o equipamento de cozinha usado nas refeições sem glúten é exclusivo desse propósito. Eu não sou celíaca nem coisa que o valha mas fiquei satisfeita em saber que existe essa preocupação com o bem-estar dos clientes.

À minha espera estava uma massa de farinha de milho com vegetais salteados que estava uma delícia. A acompanhar, as simpáticas meninas da loja iam distribuindo a quem queria doses de chá de gengibre que, verdade seja dita, sabe melhor quente que frio. Para sobremesa, tive que me ficar pelo puré de fruta porque o gelado levava leite e o bolo era de noz. Outro detalhe interessante, o açúcar que servem com o café é mascavado.

A visita não ficou concluida sem aproveitar o espaço do bazar para levar pequenas coisas em falta na despensa allergy-free.

 

Alfacinha

Rua D. Gonçalo Pereira, 75 - Braga

253 261 021

The Normal Heart

Dezembro 04, 2016

thenormalheart_poster

 Realizador: Ryan Murphy

(adaptação da peça de Larry Kramer de 1985)

Ano: 2014

 

Em 1981, uma estranha doença começa a tomar estranhas proporções. Por só atingir pessoas homossexuais, os jornais começam a referir-se àquilo que hoje chamamos SIDA como o "cancro gay". Mas é quando a morte bate à porta do círculo de amigos de Ned Weeks (Mark Ruffallo), este toma uma posição e procura respostas. A primeira é contactar a Dra. Emma Brookner (Julia Roberts), uma especialista que estava a estudar o impacto do problema. Com as respostas que recebeu, Ned cria a Gay Men's Health Crisis com Bruce Niles (Taylor Kitsch), Tommy Boatwright (Jim Parsons), Mickey Marcus (Joe Mantello), entre outros. Mas cedo percebeu que a sua luta só teria visibilidade se involvesse a imprensa. E é nesse contexto que Ned se volta a cruzar com Felix Turner (Matt Bomer).

Um filme que tem a chancela da HBO, o que faz com que seja pesadinho e politicamente incorreto. Mas a mensagem é poderosíssima. O efeito que o medo do desconhecido pode provocar nas pessoas é devastador. A dura realidade de quem luta por uma causa quando não é ouvido ou não é levado a sério. E no que toca ao elenco, são interpretações brilhantes. O Jim Parsons e o Joe Mantello, por exemplo, já tinham interpretado a peça original (Parsons com a mesma personagem, Mantello com uma personagem diferente) e protagonizam no filme duas cenas marcantes. Mas o meu destaque vai para o Matt Bomer. A prestação na personagem, a transformação dramática (ele perdeu quase 20 kg) ao longo do filme para mostrar os efeitos da doença são um murro no estômago. O trabalho neste filme rendeu-lhe um Globo de Ouro em 2015.

Parafraseando a Ellen Degeneres no seu programa: "É difícil de ver mas é importante que se veja".

 

 

It's Beginning to Look Alot Like Christmas - Celtic Woman

Dezembro 03, 2016

" It's beginning to look a lot like Christmas,
Soon the bells will start,
And the thing that will make them ring is the carol that you sing
Right within your heart."

 

Dezembro, mês do Natal, enfeites por todo o lado, músiquinhas de Natal em tudo o que é rua e shopping... E aqui também.

Gosto de músicas de Natal mas não gosto de qualquer versão. De um lado tenho nas preferências as vozes mais clássicas: Bing Cosby, Dean Martin, Frank Sinatra, Ella Fitzgerald, Natalie Cole... Do outro as versões de vozes mais contemporâneas: Michael Bublé, Jamie Cullum, Andrea Bocelli, Rod Stewart...

Só que recentemente descobri estes concertos de Natal das Celtic Woman e fiquei agarrada.

 

 

 

As Celtic Woman são um grupo musical irlandês actualmente composto por três cantoras (Máiréad Carlin, Susan McFadden e Éabha McMahon) e uma violinista (Máiréad Nesbitt). Criado em 2004, este projecto musical junta no seu reportório temas da música tradicional irlandesa e de música mais contemporânea.

O Álbum de Clara

Dezembro 02, 2016

Maria Teresa Gonzalez.jpg

 Autora: Maria Teresa Maia González

Editora: Difel

Ano: 1999

 

Confesso, já não me recordo quem me ofereceu este livro mas recordo que o momento em que foi oferecido caiu que nem ginjas. Sempre fui uma criança e mais tarde uma adolescente a quem o sistema imunitário e a saúde foram uns belos sacaninhas. Para quem está a crescer, para quem está a passar os anos mais conturbados da vida (hormonas aos saltos, eu contra o mundo, "ninguém me compreende!"), lidar com idas constantes ao hospital porque os pulmões resolveram aprisionar "gatos" ou porque uma daquelas crises de alergia me inchou tipo rã das fábulas não foi fácil.

A Clara foi uma espécie de inspiração. Esta personagem era uma rapariga popular no colégio, menina inteligente, gira, bem relacionada, com um espírito sempre alegre e de repente, zás! o destino lembra-se em ser sacaninha e todo esse cenário perfeito desaparece num piscar de olhos por causa de um autocarro que a "passa a ferro". A Clara tem que aprender tudo de novo: andar, falar, escrever. Com a personalidade forte que ela tem, não é fácil ter que pedir ajuda para tudo, lidar com as suas próprias limitações e mesmo lidar com "os outros" ("L'infer c'est les autres", já dizia Jean-Paul Sartre).

E se houve coisa que faltou à Clara e a mim também foi a paciência.

- Paciência, já sei, toda a gente me diz isso, suponho que deve ser verdade... Só que, com quinze anos, a paciência não costuma ser o forte de ninguém... (Pág. 26)

Paciência que o corpo responda (no caso dela), paciência que os tratamentos resultem (no meu caso), paciência para perceber que as preocupações e perguntas dos que nos são chegados não são paranóias (nas duas).

Naquele momento e agora também, a lição que levo do livro é simples mas poderosa. Não vamos ser assim para sempre, estamos em constante mutação. Tal como a lagarta um dia se transforma em borboleta, também cada um de nós vai sair mais bela das suas provações. E se não conseguir ser mais bela, pelo menos sai mais forte, com fibra e estofo para enfrentar as pancadas que a vida quiser dar. Aquela doença, aquele problema não nos define como pessoas. Faz antes parte de nós e cabe-nos a nós ser uma melhor pessoa que tem esse elemento na vida que é um detalhe.

BTT - Música Festiva

Dezembro 01, 2016

Tens algum equivalente literário às tradicionais músicas de Natal que ajudam a entrar no espírito da quadra? Algum tipo de livro que faças questão de ler nesta altura?

 

Já houve anos em que aproveitava para ler ou reler livros mais natalícios tipo "Um Conto de Natal" de Charles Dickens ou " A Noite de Natal" de Sophia de Mello Breyner. Mas o normal é não deixar leituras específicas para datas festivas. Continuo a ler o que quero ler, ao ritmo que me apetece.

 

Ideia original em Booking Through Thursday

 

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